Você curte as artes marciais, mas tem muito medo de praticar devido às possíveis lesões?
Toda vez que pensa no Muay-Thai você se lembra de inúmeros chutes em árvores para calejamento?
E quando pensa no karatê, lembra daquele filme em que o lutador compete com a perna quebrada?
E é só pronunciarem "jiu-jitsu" que já te vem a imagem de uma orelha repolhuda?
Calma. Precisamos destruir alguns mitos...
1. CALEJAMENTO
Primeiro não é que não exista calejamento nas artes marciais, mas tudo com bom senso. Sair por aí chutando superfícies muito duras pode levar a uma séria lesão e até a uma aposentadoria precoce do atleta.
A verdade é que se você treinar duro, inclusive praticando chutes em aparadores (o mais indicado) o calejamento é consequência; então não precisa sair chutando nenhuma coluna de cimento.
CUIDADO com aulas malucas, pois do contrário você pode lesionar ao invés de fortalecer sua canela.
2. ORELHA DE REPOLHO
É comum que os lutadores de jiu-jitsu tenham alguma deformidade na orelha causadas pela ruptura dos vasos sanguíneos e do tecido cartilaginoso. Porém, isso não acontece com todos os praticantes e são mais encontradas em atletas de alto rendimento que treinam muito e há muito tempo.
Para prevenir o ideal é usar um protetor (embora poucos se acostumem com a aparencia deste utensílio).
Caso haja traumatismo ou atrito com o tatame ou kimono, é importante tratar a lesão com gelo 4 vezes ao dia em seções de 10 minutos cada.
O médico também pode receitar o uso de antiinflamatórios e drenagem através de agulhas.
Caso não haja uma lesão grande, mas apenas pequenos hematomas, o indicado são compressas quentes (que podem ser feitas no banho) para acelerar a reabsorção.
ATENÇÃO: pode parecer loucura, mas algumas pessoas tem sensibilidade ao frio, e não podem utilizar a crioterapia (tratamento em baixa temperatura). Por isso, é indicado sempre procurar um especialista.
3. NÃO FIQUE BANGUELO
A primeira coisa que pensamos quando se trata de equipamentos para luta, são as famosas luvas.
Mas, tão importante quanto elas é o uso de um pequeno equipamento de proteção: o protetor bucal.
Apesar de seu baixo custo em relação aos demais acessórios, muitos alunos fazem questão de não adquiri-los.
Uma pena, porque além de evitar lesões nos dentes, gengivas e lábios, o protetor evita lesões no queixo, mandibula, hérnias na coluna cervical e - acredite - lesões cerebrais.
AVISO: NÃO MASTIGUE SEU PROTETOR BUCAL - para que ele dure mais e se ajuste perfeitamente (garantindo a proteção máxima), você deve ter cuidados com seu mais novo amigo (o protetor)por isso, siga sempre as instruções do fabricante, constante na embalagem do produto.
Faça sempre uma avaliação médica e avaliação física (com profissional de educação física) antes de iniciar um esporte, estes cuidados podem diminuir o risco de lesões.
Ahhh, outra dica importante para todos: DURMA BEM!!!
Pesquisadores já comprovaram que a diminuição do horário de sono resulta numa queda do sistema imunológico, por isso, a noite deve ser bem aproveitada: dormindo!
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